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Estudante

O quanto é eficaz “estudar por questões”?

O uso das questões é imprescindível para a absorção do conteúdo e para a obtenção de resultados mais satisfatórios nas provas

By Paulo Victor Scherrer
4 min de leitura
jannoon028@Freepik
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Atualmente, muito se fala sobre a eficácia de “estudar por questões”, mas é fundamental que os alunos compreendam que é igualmente importante selecionar o momento adequado para realizá-las, de modo a maximizar seu potencial para o aprendizado. Mas essa metodologia é de fato eficaz para os estudos?

As questões são ferramentas valiosas que podem ajudar o estudante a identificar dúvidas que não foram detectadas durante a aprendizagem passiva, e é a partir dessa identificação que o conteúdo passa a ser absorvido corretamente pelo cérebro. É importante ressaltar, no entanto, que o conhecimento provém da teoria, e não das questões em si. 

Levando isso em consideração, costumo orientar que é imprescindível que o aluno possua uma base teórica sólida para se aprofundar nas questões e gerar suas dúvidas, corrigindo eventuais erros por meio do estudo teórico. Quanto ao número de questões a serem feitas, recomendo que, após o estudo teórico, o aluno realize em média 10 questões. Para as fases de revisão, cerca de 5 questões são suficientes, pois o conteúdo já foi absorvido e é o momento dos ajustes finais sobre o tema. 

É importante que o estudante compreenda que realizar um grande número de questões de uma só vez pode não ser tão eficaz. Por isso, o ideal é limitar o total de perguntas no primeiro contato e, depois de ter suas primeiras dúvidas esclarecidas, resolver outras questões do mesmo tema em momentos posteriores e espaçados, já que é na revisão que se obtém os principais benefícios da aprendizagem. A frequência com que o aluno revisita um mesmo conteúdo é mais importante do que o número de questões que ele resolve em um único momento. 

Quando se trata de questões objetivas, o aluno deve prestar atenção em dois pontos cruciais: a resposta correta, que deve estar totalmente alinhada com o que foi perguntado; e os distratores, ou seja, as alternativas incorretas. 

Diferente da postura que se deve ter em uma prova de vestibular, ao resolver uma questão em seus estudos, é importante que o aluno se dedique a identificar e explicar por que as outras alternativas estão erradas, a fim de obter o máximo de benefício da questão. Ao final, essa bateria de exercícios se torna uma ferramenta valiosa para mostrar ao aluno quais ajustes teóricos e interpretativos precisam ser realizados para que ele possa aprimorar o domínio das habilidades relacionadas a esse conteúdo.

Muitos têm, ainda, o hábito de utilizar apenas questões do vestibular para o qual estão se preparando para os estudos, argumentando que outros vestibulares têm um estilo diferente de elaboração de questões e, portanto, não são relevantes para eles. No entanto, é importante lembrar que o objetivo das questões é identificar as lacunas no conhecimento do aluno, por isso é essencial que as questões sejam diversificadas para abranger diferentes abordagens de um mesmo conteúdo. Já os simulados são os recursos adequados para mostrar ao aluno como o seu vestibular aborda o conteúdo, e, por isso, desempenham um papel fundamental na preparação para a prova.

O uso das questões é imprescindível para a absorção do conteúdo e para a obtenção de resultados mais satisfatórios nas provas. No entanto, é crucial analisar essa estratégia e compreender como aplicá-la corretamente, a fim de otimizar o processo de aprendizado.

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ByPaulo Victor Scherrer
Diretor de Growth na Gama Ensino, e professor de Biologia na Gama Pré-Vestibular, curso preparatório, com aulas online ao vivo. Atua com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares. Se dedica há seis anos à análise estatística do Enem e ao seu método de correção, a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Criou o TRI Enem, ferramenta de simulação da nota TRI e do SiSU, disponível gratuitamente na internet.

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