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Educador

A importância de valores como solidariedade e empatia para que crianças não se tornem violentas

Para incutir valores universais tão caros a vida em sociedade, a palestrante em desenvolvimento humano Heloiza Ronzani ressalta que o primeiro passo a ser dado é avaliar, refletir e permitir que renovados pensamentos ocupem a mente

By Assessoria
5 min de leitura
zinkevych@Freepik
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A violência no Brasil vem adquirindo uma nova cara. Um fenômeno que parecia restrito aos Estados Unidos, por exemplo, o atentado a ambientes educacionais, como creches e escolas, já começa a se tornar corriqueiro no país, infelizmente. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, desde 2011, 52 pessoas foram assassinadas em instituições de ensino do país. Entre 2022 e 2023, já foram cinco ataques a escolas que resultaram em vítimas fatais.

Cientes de que estes atos costumam ser perpetrados por crianças e adolescentes, alguns dos quais estudantes dos próprios locais atacados, a mentora, consultora e palestrante de autodesenvolvimento e de desenvolvimento humano, Heloiza Ronzani, alerta que para evitar que o quadro piore, acredita ser necessário despertar em crianças e adolescentes, desde muito cedo, valores universais, tais como: amor, humildade, solidariedade e empatia. Isto, segundo ela, deve ser feito de forma conjunta entre pais e as escolas.

Com o intuito de transformar a vida dos jovens em idade escolar e das pessoas de modo geral, para que sejam incutidos valores universais tão caros a vida em sociedade, Heloiza sugere algumas dicas presentes no livro de sua autoria, intitulado “Força Interior: a única fonte de realização possível”. O primeiro, de muitos passos, segundo a mentora, é avaliar, refletir e permitir que renovados pensamentos ocupem a mente. “A partir desse primeiro passo vão surgindo outros tantos, sempre muito interligados, que vão despertar crenças mais assertivas, estimular hábitos, sentimentos e emoções mais harmoniosos”, diz.

Segundo Heloiza, ao desenvolver uma mente mais saudável, ficamos mais aptos a nos relacionar em sociedade com mais desprendimento, aceitação, compaixão, empatia, solidariedade, criatividade e liberdade, mas, principalmente, desprovidos de violência. De acordo com a palestrante de autodesenvolvimento e de desenvolvimento humano, ao final deste processo, que se inicia com o autoconhecimento, onde se mapeia limitações e potencialidades, fazendo crescer a autoconfiança necessária para a mudança de mentalidade, terá se delineado uma nova trajetória para viver e realizar o melhor a partir de nós mesmos, para nós mesmos.

A mentora destaca que todos precisamos entender que é dentro de nós mesmos que encontramos o grande potencial, disponível para ser ativado a qualquer momento, visando a uma mente repleta de pensamentos positivos e a uma vida mais saudável do ponto de vista físico e emocional. “É o que denominamos de força interior, que desenvolvemos através do autoconhecimento e da autoconfiança para vencer as limitações”, diz.

Se tomarmos o caminho contrário e embarcarmos no negativismo, a tendência é de que nos deparemos com grandes empecilhos ao nosso crescimento, enfatiza Ronzani. “Assim, precisamos nos libertar desses pensamentos e emoções negativas, pois eles representam ameaças à vida, e acreditar que em nosso interior existe um enorme potencial que recebemos ao nascer e que nos acompanhará por toda a vida”, afirma.

O papel importante da escola na formação de crianças e adolescentes

Heloiza, que também é professora aposentada, ressalta o papel-chave da escola na formação de cidadãos conscientes e a importância de preservar e proteger o ambiente escolar. “É no espaço escolar que as crianças e adolescentes passam horas de seus dias e lá usufruem de um convívio importantíssimo para seu crescimento e desenvolvimento, colaborando com os demais na construção de melhores condições para a vida”, explica.

A palestrante de autodesenvolvimento e de desenvolvimento humano enfatiza que é na convivência escolar que os jovens aprendem a desenvolver pensamentos alinhados com a atualidade e ainda apreendem e compreendem conhecimentos, habilidades e inteligências. É também na escola, segundo ela, que interagem com assuntos atuais e uma mentalidade que integrará seu futuro. “Assim, neste ambiente, o aluno desdobra sua percepção e desperta direitos e deveres que precisará cultivar para viver em sociedade, sempre enfatizando e valorizando o respeito ao próximo”, diz.

Portanto, evidencia-se, segundo Heloiza, o espaço fundamental ocupado pela escola para que a vida em sociedade ocorra de forma harmoniosa e pacífica. “É no ambiente escolar que são conferidos os meios para que crianças e adolescentes se tornem cidadãos úteis e produtivos”, afirma. Dessa forma, é fundamental, conforme a professora aposentada, que todos os alunos recebam o acolhimento necessário para que sejam despertados neles a vontade de estudar, aprender e integrar-se socialmente.

 

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